Apresentação

CANTI - Grupo de Apoio a Portadores de Câncer da Tireóide Nasceu da vontade de compartilhar vivências, mais que trocar informações, é uma oportunidade de apoiarmos uns aos outros.

A partir do encontro, o acolhimento através do olhar, do ouvir, do falar. Todos estamos no mesmo barco, pois vivenciamos situações semelhantes: medo, ansiedade, dúvida, esperança e confiança.

Uma responsabilidade mútua permeia este grupo, formando uma rede de solidariedade, em que o senso de pertencimento proporciona o suporte necessário para enfrentar e prosseguir na luta pela VIDA PLENA E FELIZ.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Vivendo com Câncer de Tireóide


·         Equipe Oncoguia                                               

Para alguns pacientes com câncer de tireoide, o tratamento pode remover ou destruir o câncer, mas chegar ao fim do tratamento pode ser estressante. Ao mesmo tempo em que o paciente se sente aliviado com o término do tratamento, fica a preocupação de uma recidiva ou metástase. Este é um sentimento muito comum para a maioria dos pacientes que tiveram câncer de tireoide.
Pode demorar algum tempo até diminuir as incertezas e medos. Mas ajuda saber que muitos pacientes com câncer de tireoide, hoje já aprenderam a lidar com esta incerteza e estão vivendo uma vida plena.
Em outros pacientes, o câncer pode não desaparecer completamente. Esses pacientes continuarão realizando tratamentos regulares com quimioterapia, radioterapia ou outras terapias para tentar manter a doença sob controle.
 
Cuidados do Acompanhamento

Quando o tratamento termina, os médicos irão acompanhá-lo de perto por alguns anos. Por isso é muito importante comparecer a todas as consultas de acompanhamento. Nestas consultas o médico sempre o examinará, conversará com você sobre qualquer sintoma que tenha apresentado, poderá pedir alguns exames de laboratório ou de imagens para acompanhamento e reestadiamento da doença.

Câncer Papilar ou Folicular – Os pacientes que fizeram a remoção da tireoide devem realizar em torno de 6 a 12 meses após o término do tratamento, uma varredura com iodo radioativo, para determinar se toda a glândula da tireoide foi removida. Se o resultado for negativo, o paciente não necessitará verificações futuras, a menos que apresente algum sintoma e os exames realizados mostrem alguma alteração.

Exames de sangue, como TSH e tireoglobulina também devem ser realizados periodicamente. A tireoglobulina é produzida por tecido tireoidiano, então após a remoção total da tireoide deve se manter em níveis baixos no sangue.

Câncer Medular da Tireoide – Para pacientes com câncer medular da tireoide serão solicitados exames de sangue para determinar valores de calcitonina e antígeno carcinoembrionário (CEA).

Cada tipo de tratamento para o câncer de tireoide apresenta efeitos colaterais que podem durar até alguns meses. Alguns, pacientes deverão repor o hormônio da tireoide com medicamentos para suprir essa função, de forma permanente.

Consultando outro Médico


Eventualmente em algum momento após o diagnóstico e tratamento do câncer de tireoide, você pode consultar outro médico, que desconheça totalmente seu histórico clínico. É importante que você seja capaz de informar ao novo médico os detalhes do diagnóstico e do tratamento. Verifique se você tem a seu alcance, informações como:


·         Cópia do laudo de patologia e de qualquer biópsia ou cirurgia.
·         Cópia do relatório de alta hospitalar.
·         Cópia do relatório do tratamento radioterápico.
·         Cópia do relatório quimioterápico, incluindo medicamentos utilizados, doses, e tempo do tratamento.
·         Exames de imagem.


O médico pode querer manter cópias dessas informações, não se esqueça de sempre manter cópias de tudo com você!

Abraços FFF- Firmes, fortes e felizes. 
Maria Cida Neri

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Como o desequilíbrio da glândula da tireoide nos afeta?
Se ganhamos ou perdemos peso sem motivo, sofremos de dores musculares frequentes, se temos dificuldade de concentração e problemas de ansiedade e tristeza excessiva, é provável que tenhamos algum problema relacionado à tireoide.


A glândula da tireóide cumpre um papel fundamental em nosso organismo e metabolismo
Ela possui uma forma de mariposa e está localizada no pescoço, em cima da clavícula.
Se a tireóide estiver desequilibrada, pode nos causar muitos problemas.
Conheça quais são eles neste artigo.

A glândula da tireoide: importante e esquecida

Não somos conscientes da incidência que esta glândula tem em nosso dia a dia até que ela começa a nos “causar problemas”. 
A glândula da tireóide é a encarregada de produzir muitos dos hormônios que controlam nossas atividades.
Os transtornos mais frequentes são:
·         Hipertireoidismo: quando são produzidos mais hormônios do que o nosso organismo precisa.
·         Hipotireoidismo: quando não é produzida a quantidade suficiente de hormônios.
No que diz respeito às doenças relacionadas aos problemas de tireoide encontramos:
·         Bócio: aumento do volume da glândula da tireoide no pescoço
·         Câncer de tireoide
·         Nódulos tireoidianos
·         Tireoidite
Cerca de 12% da população sofre de algum problema da tireoide atualmente, e um alto percentual também irá desenvolver algum desequilíbrio deste tipo ao longo da vida.

Sinais que indicam um desequilíbrio da glândula da tireoide

O corpo nos dá seus alertas o tempo todo e nem sempre o escutamos. É bom prestar atenção aos sinais que nos indicam um possível desequilíbrio na glândula da tireoide:
Cerca de 12% da população sofre de algum problema da tireoide atualmente, e um alto percentual também irá desenvolver algum desequilíbrio deste tipo ao longo da vida.

Fadiga e transtornos do sono

É o sintoma principal dos problemas desta glândula. Se você perceber que quer dormir o tempo todo, e que por mais que descanse 10 horas seguidas você continua com sono, ou se sente que faltam forças e energia, pode ser que você esteja sofrendo de hipotireoidismo.
No caso de não conseguir pegar no sono facilmente ou se sentir exageradamente ansioso ou alerta, pode ser um caso de hipertireoidismo, que acelera o ritmo e os batimentos cardíacos.

Mudanças de peso

Se você sofrer com hipotireoidismo, irá ganhar peso ou será muito difícil reduzi-lo. 
Por outro lado, se você não conseguir ganhar peso não importa o que você come, então o seu problema pode estar relacionado ao hipertireoidismo.

Estado de ânimo

As alterações a nível emocional são muito comuns em pessoas com desequilíbrios na glândula da tireoide. 
No caso do “hiper”, elas se relacionam com a ansiedade, os ataques de pânico, estar sempre a mil por hora e ter dificuldade de concentração.

Problemas intestinais

Os que padecem de hipotireoidismo apresentam graves problemas de prisão de ventre (porque as mudanças na produção hormonal causam a desaceleração dos processos digestivos).
As pessoas que sofrem de hipertireoidismo podem ter diarreia ou cólon irritável.

Músculos e articulações

Se você sentir dores musculares de maneira repentina, se doem as extremidades ou você sente que os pés ou as mãos ficam dormentes, isso pode ser decorrente de uma produção insuficiente de hormônios da tireóide. Também é possível sentir:
Rigidez
Dor
Inflamação
Fraqueza
·         Tendinite
Se, nos últimos tempos, você tem tido dificuldade para segurar objetos com as suas mãos, subir as escadas ou chegar aos armários altos, então o seu problema pode ser o hipertireoidismo.

Sistema reprodutor

As mulheres com hipotireoidismo têm ciclos menstruais mais extensos, pesados e dolorosos.
 Elas também podem sofrer de infertilidade e desequilíbrios hormonais (como a TPM). Em ambos os sexos, ocorre a diminuição da libido (apetite sexual).
As mulheres com hipertireoidismo apresentam ciclos menstruais mais curtos e com possíveis atrasos.
 A fertilidade também pode ser afetada neste caso.

Cabelo e pele


Se o seu cabelo estiver muito seco, quebradiço, e cair em excesso, isso pode estar ocorrendo por um mau funcionamento da glândula da tireoide
Se, além disso, a sua pele estiver seca e as unhas estiverem frágeis, é muito provável que o diagnóstico seja de hipotireoidismo.
No caso do hipertireoidismo, também pode ocorrer queda de cabelo, mas não apenas na cabeça, já que a pele do corpo todo fica mais frágil e delicada.

Temperatura corporal

Os que sofrem com as mãos e os pés frios, calafrios, ou temperatura corporal menor que 37°C, podem ter hipotireoidismo.
Aqueles que sentem muito calor ou transpiram em excesso mesmo no inverno, podem estar sofrendo de hipertireoidismo.

Colesterol

No caso do hipotireoidismo, os níveis de LDL ou HDL são elevados, mesmo ao fazer dieta. No caso do hipertiroidismo, as pessoas costumam ter percentuais baixos e incomuns de colesterol.

Pressão arterial

São vários os estudos que indicam que as pessoas com hipotireoidismo têm mais risco de sofrer de pressão alta. Exatamente o contrário ocorre com os que têm hipertireoidismo, já que, embora a pressão sistólica aumente, a diastólica se reduz.

Coração

No hipotireoidismo, os pacientes têm um ritmo cardíaco mais lento (cerca de 20 batidas a menos por minuto do que o normal).
No hipertireoidismo, o coração pode bater muito rápido e podemos sentir palpitações.

Pescoço

O bócio é uma das causas mais frequentes dos problemas da tireoide. Esta ampliação da glândula se traduz em um inchaço ou protuberância na região do pescoço, e também em uma voz mais rouca. O bócio pode surgir tanto em casos de hiper quanto de hipotireoidismo.

Existe uma propensão a ter problemas de tireoide?

São três os fatores de risco que aumentam as chances de sofrer desequilíbrios na glândula da tireoide:
·         Antecedentes familiares
·         Sexo e idade (mais comum em mulheres e em pessoas com mais de 40 anos)
·         Tabagismo (o cigarro contém componentes tóxicos e nocivos para a glândula).

sexta-feira, 6 de junho de 2014

05 de Junho- Quem sabe faz na hora.

Preservar o ambiente é  possível e é o melhor meio de viver.
Jovens, alunos atuantes da E E Professor Alcides de Carvalho em Montes Claros-MG, põem as mãos na terra e fazem bonito no dia do Meio Ambiente.
Preparam a terra, plantam mudas, molham...Moradores mobilizados aderem à campanha do "Adote uma árvore.

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Câncer de tireoide é destaque no primeiro dia do EndoRecife Segundo o INCA, oito mil novos casos da doença devem acometer as brasileiras em 2014
Publicação: 06/06/2014 11:05 Atualização: 06/06/2014 11:18

Começou hoje no Summerville Resort, em Ipojuca, o EndoRecife, encontro que debate as novidades no tratamento e diagnóstico das principais doenças endócrinas. O primeiro dia da 17ª edição destaca o câncer de tireóide. A glândula, localizada na parte anterior do pescoço, é responsável pela produção dos hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina), que regulam o metabolismo humano.

Eliana Moura comandou o debate e coordenou a apresentação dos estudos de casos no EndoRecife. Além disso, os especialistas Paulo Almeida Filho, Laura Ward e Pedro Rosário propuseram um debate sobre o Câncer de Tireoide. Entretanto, é importante ressaltar que apenas 10% dos nódulos de tireoide são malignos e que o câncer tem baixo índice de mortalidade. O índice de cura é alto, chegando a quase 90%. Eliane Moura ressaltou também que a doença é silenciosa, ou seja, muitas vezes sem sintomas. Por isso, é necessário estar atento a qualquer alteração suspeita, como cansaço excessivo, sonolência e, principalmente, ao aparecimento de nódulos na região do pescoço.

As mulheres são as mais suscetíveis ao mal, e segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA) oito mil novos casos da doença devem acometer as brasileiras em 2014. Este é o quinto tumor maligno mais comum entre elas. A presença mais comum de doentes entre o sexo feminino pode estar relacionado aos efeitos do estrógeno na tireoide, uma vez que estudos indicam que este hormônio poderia interferir no aparecimento de células doentes. Pessoas com histórico familiar de câncer de tireoide e as que fizeram radioterapia de cabeça e pescoço também são mais predispostas a terem tireoide.



sábado, 10 de agosto de 2013

CÂNCER DE TIREOIDEDrauzio Varela
A tireoide é uma glândula constituída por dois lobos, o esquerdo e o direito, ligados por um istmo. Juntos, eles assumem o formato de uma borboleta de asas abertas, de um escudo ou da letra H.
Os hormônios tireoideanos são fundamentais para o metabolismo. A quantidade que a glândula produz é regulada pela hipófise, glândula situada no cérebro que fabrica o TSH, o hormônio estimulador da tireoide.
TIPOS DE TUMOR
O câncer de tireoide atinge três vezes mais as mulheres do que os homens, na faixa entre os 20 e os 65 anos. Os tipos mais comuns são os carcinomas papilífero, folicular, medular e o anaplásico.
O carcinoma papilífero, responsável por 70%, 80% dos casos, é um tumor pouco agressivo, de evolução lenta. Na maioria das vezes, é diagnosticado num exame de rotina e reage bem ao tratamento. Quando ocorrem metástases, os gânglios linfáticos costumam ser os inicialmente afetados.
O segundo tipo mais frequente é o carcinoma folicular que costuma manifestar-se depois dos 35 anos e oferece risco maior de recidivas e metástases. Nos casos mais avançados, pulmões e ossos são os órgãos em que primeiro se disseminam as células tumorais.
O carcinoma medular é responsável por aproximadamente 5% dos casos de câncer da tireoide. Em geral, trata-se de um tumor mais agressivo, relacionado com certas síndomes genéticas e que secreta uma proteína que acarreta a calcificação dos ossos.
O carcinoma anaplásico corresponde a 2% dos casos de tumores da tireoide. De crescimento rápido, em pouco tempo atinge órgãos à distância, como os pulmões, os ossos e o fígado.
FATORES DE RISCO
Os fatores de risco mais comumente associados ao câncer de tireoide são: 1) radiação na região do pescoço para tratamento de doenças anteriores, ou à que são submetidos certos profissionais no exercício de suas funções ou, ainda, à que foram expostos os sobreviventes de acidentes nucleares; 2) algumas síndromes genéticas e 3) história da doença ou de bócio na família.
SINAIS  e SINTOMAS
Tanto o carcinoma papilífero quanto o folicular costumam ser assintomáticos nas fases iniciais. Quando os sinais aparecem, o mais comum da doença costuma ser o aparecimento de nódulo palpável ou visível na região da tireoide ou do pescoço. Em estágios mais avançados, podem ocorrer também aumento dos gânglios linfáticos e do volume do pescoço, rouquidão, tosse persistente, dificuldade para engolir e sensação de compressão da traqueia .
DIAGNÓSTICO
O diagnóstico de câncer na tireoide considera os achados no exame clínico de palpação da glândula e a presença de gânglios linfáticos aumentados. Entretanto, como apenas pequeno número de nódulos é palpável, exames de imagem como a ultrassonografia, a cintilografia e a ressonância magnética são recursos úteis para o diagnóstico.  O mais importante, porém, é a biopsia de aspiração com agulha fina para identificar a presença ou não de células tumorais malignas.
TRATAMENTO
Em geral, o tratamento do câncer de tireoide é cirúrgico (tireoidectomia total ou parcial) e leva em conta o tipo e a gravidade da doença. Caso as células malignas tenham comprometido os gânglios cervicais, é necessário retirá-los.
Rouquidão e queda de cálcio são complicações da tireoidectomia associadas a lesões de estruturas como os nervos laríngeos e as glândulas paratireoides respectivamente durante a cirurgia.
Depois de quatro a seis semanas da intervenção, o paciente recebe doses terapêuticas de iodo radioativo em ambiente hospitalar para extinguir qualquer tecido remanescente de células tumorais no corpo e evitar metástases. Quando os carcinomas papilíferos e foliculares não respondem a esse tratamento, é possível recorrer à terapêutica antiangiogênica que consiste em bloquear a formação de novos vasos sanguíneos para impedir que as células tumorais recebam nutrientes e oxigênio através da circulação. O passo seguinte é indicar a reposição hormonal com levotiroxina por via oral para substituir os hormônios que deixaram de ser produzidos pela tireoide. Radioterapia, associada ou não à quimioterapia, é recomendada na ocorrência de tumores mais agressivos, como o carcinoma medular e o carcinoma anaplásico.
RECOMENDAÇÕES
* Lembre-se de que o câncer de tireoide é tratável e são altos os índices de cura. Entretanto, em aproximadamente 30% dos casos, a doença pode recidivar. Por isso, é fundamental manter o acompanhamento médico por toda a vida, uma vez que o sucesso do tratamento está diretamente correlacionado com o diagnóstico precoce;
* Não se descuide da reposição do hormônio tiroxina que deixou de ser produzido naturalmente pela tireoide depois que a glândula foi retirada. Ele é indispensável para a regulação harmônica do metabolismo;
* Procure adotar uma dieta equilibrada e saudável.  Entre outras vantagens, a prática regular de exercícios físicos vai ajudar a evitar o excesso de peso.

sábado, 20 de abril de 2013

Níveis de iodo no sal serão reduzidos no Brasil

Data:            19/04/2013
Autor(a):       Rita de Cássia Borges de Castro
Fotógrafo:    Rita C. B. Castro



A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou em 16 de abril de 2013 a redução dos níveis de iodo adicionados no sal para consumo humano no Brasil. Os novos valores de adição de iodo no sal deverão ficar entre 15 a 45 mg/kg de sal, sendo que o valor adicionado atualmente fica na faixa de 20 a 60 mg/kg de sal.

O objetivo desses novos valores é adequar os níveis de iodo de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), pois pesquisas revelam que a população brasileira tem uma taxa de consumo de iodo maior do que é recomendado pela OMS.
O iodo é um componente essencial dos hormônios da tiroide e a sua deficiência causa distúrbios que incluem o bócio, retardo mental, anormalidades do crescimento e desenvolvimento em crianças. Por essa razão, a partir da década de 50, a adição de iodo no sal foi adotada como estratégia de prevenção de sua deficiência nutricional.

No entanto, com os novos padrões de consumo alimentar do brasileiro, por ingestão excessiva de alimentos ricos em sal, houve um excesso também do consumo de iodo, que pode trazer dados à saúde, especialmente doenças relacionadas com a glândula tireoide, como o hipertireoidismo em idosos e a síndrome de Hashimoto, uma doença autoimune.

De acordo com Patrícia Jaime, coordenadora de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, “esse acordo incentiva a indústria a oferecer alimentos menos prejudiciais à saúde e reforça o compromisso do governo federal na promoção de hábitos de vida mais saudáveis dos brasileiros. Com a iniciativa, o Brasil protagoniza a elaboração de um modelo que pode virar referência para diversos países”.

A Anvisa disponibilizou a apresentação, em slides, que reúne diversas constatações que justificam a redução de iodo no sal. A apresentação inclui as funções biológicas do iodo, as consequências da deficiência de iodo, a ingestão diária recomendada, entre outras questões relevantes.

Clique aqui para conhecer o documento completo


Leia mais:

Quais são os principais micronutrientes que regulam a função da glândula tireoide?


Referência(s)

Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Iodação do sal será alterada no Brasil. Disponível em: http://portal.anvisa.gov.br/wps/content/anvisa+portal/anvisa/sala+de+imprensa/menu+-+noticias+anos/2013+noticias/iodacao+do+sal+sera+alterada+no+brasil Acessado em: 17/04/2013

sábado, 2 de fevereiro de 2013


Controlando o câncer de tireóide
Cirurgia
Uma vez diagnosticado, o primeiro passo no processo de tratamento para o câncer da tireóide bem diferenciado  é a cirurgia para remoção da glândula tireóide. Isso é chamado uma tireoidectomia. Cirurgia de tireóide é um procedimento muito delicado porque a glândula tireóide está rodeada por muitos vasos sanguíneos e nervos.
Cirurgias da tireóide são feitas em uma sala de cirurgia de um hospital sob um anestésico geral. o cirurgião pode remover toda ou parte da glândula tireóide, dependendo do tamanho do tumor e se o espalhamento para outras partes da glândula tireóide é suspeita.

Na maioria dos casos, a remoção total ou quase total da glândula é recomendada.
Após a cirurgia, o cirurgião ou endocrinologista normalmente irá prescrever a reposição de hormônio da tireóide. Isto irá repor o hormônio que sua glândula tireóide produzia antes da sua remoção. 

Ablação de remanescentes
Após a cirurgia de tireóide, alguns pacientes podem precisar de uma segunda etapa no tratamento inicial de câncer da tireóide. Essa etapa é chamada de ablação de tireóide remanescente. A tireóide remanescente é qualquer tecido de tireóide restante que o cirurgião não foi capaz de remover durante a tireoidectomia. A ablação de tireóide remanescente não é recomendada para todos os pacientes; Isso dependerá de fatores de risco, como o tamanho do tumor.

A ablação de tireóide remanescente é feita através da administração de uma dose de radiação a você sob a forma de uma cápsula ou líquido. Isso é chamado de iodo radioativo que tem como alvo e destrói qualquer resto de tecido tireoidiano ou células que podem estar presentes no corpo. Estas células podem ser células da tireóide normal, células cancerosas da tireóide ou ambas. Este procedimento é feito geralmente várias semanas após a tiroidectomia.
Para o iodo radioativo entrar nas células da tireóide de modo eficaz, o paciente precisa ter um alto nível de hormônio estimulador da tireóide (TSH). Essa elevação pode ser alcançada tirando o paciente de sua terapia de hormônio da tireóide; no entanto, o paciente irá então apresentar os sintomas e efeitos do hipotireoidismo. 

Em Dezembro de 2007, outra opção para aumentar os níveis de TSH para fins de ablação foi aprovada pelo FDA. O TSH recombinante foi aprovado para uso como um tratamento adjuvante para ablação com radioiodo de tecidos remanescentes da tireóide em pacientes que sofreram uma tireoidectomia total ou quase total para câncer da tireóide bem diferenciado. O uso de TSH recombinante permite que um paciente continue em sua terapia de hormônio da tireóide, evitando os sintomas e efeitos de hipotireoidismo quando submetidos à ablação de remanescente. TSH recombinante é administrado em 2 injeções antes do procedimento de ablação da tireóide remanescente. Ambos os métodos de aumento de TSH, retenção de terapia de hormônio da tireóide ou usando TSH recombinante, têm demonstrado taxas de sucesso comparáveis na ablação de tireóide remanescente.
Atualmente há uma opção que permite que você permaneça em sua terapia de hormônio da tireóide em preparação para a ablação de tireóide remanescente.
Terapia de Hormônio da TireóIDE
Após seu tratamento inicial ter finalizado, você será colocado em terapia de hormônio da tireóide. Terapia de hormônio da tireóide consiste em tomar tiroxina que substitui um dos hormônios que sua glândula tireóide produziria naturalmente. Isto é importante porque hormônio da tireóide tem um papel na regulação de seu metabolismo.


Existem três testes principais que os médicos podem usar após o tratamento inicial para determinar se as células de câncer de tireóide permanecem no corpo: Teste de tireoglobulina (Tg), ultrassonografia e varreduras de corpo inteiro.
Até 30% dos pacientes  apresentam uma reincidência. Dois terços das reincidências ocorrem no prazo de 10 anos após tratamento inicial; muitas ocorrem décadas mais tarde.
O prognóstico de reincidência é melhorado quando ela é detectada precocemente. Por isso exames de rotina são importantes para o resto de sua vida, especialmente nos primeiros 5 a 10 anos após a cirurgia, quando o risco de retorno de seu câncer é maior.
Fique atento aos exames e não será surpreendido.

Fonte:www.cancerdetireoide.com.br