Apresentação

CANTI - Grupo de Apoio a Portadores de Câncer da Tireóide Nasceu da vontade de compartilhar vivências, mais que trocar informações, é uma oportunidade de apoiarmos uns aos outros.

A partir do encontro, o acolhimento através do olhar, do ouvir, do falar. Todos estamos no mesmo barco, pois vivenciamos situações semelhantes: medo, ansiedade, dúvida, esperança e confiança.

Uma responsabilidade mútua permeia este grupo, formando uma rede de solidariedade, em que o senso de pertencimento proporciona o suporte necessário para enfrentar e prosseguir na luta pela VIDA PLENA E FELIZ.

sábado, 3 de dezembro de 2011

A doença do século


Publicada: 26/11/2011
Lucy Andrade

Mais de meio milhão de pessoas no Brasil poderam ser acometidas pelo câncer em 2012. As previsões são assustadoras e demonstram que a doença, a cada ano, avança ainda mais, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), 518 mil pessoas serão diagnosticadas no país com tumores malignos — 10% a mais, se comparado com a incidência de 2011.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que em 2030 sejam registrados 27 milhões de casos de câncer, com 17 milhões de mortes causadas pela doença. E a maior incidência será em países de baixa e média rendas. Neste domingo (27), Dia Nacional de Combate ao Câncer, serão realizadas na cidade algumas ações de conscientização.

Além da estimativa de novas vítimas da doença, o Inca divulgou sete novas localizações que devem entrar no ranking, são as neoplasias na bexiga, ovário, tireoide, sistema nervoso central, corpo do útero, laringe e linfoma não Hodgkin. Esses dois últimos acometeram o ex-presidente Lula e a atual dirigente do país, Dilma Rousseff, respectivamente. O ator Giannechini luta atualmente contra um linfoma não Hodgkin.

O instituto também divulgou uma lista com 18 tipos de cânceres de maior incidência na população brasileira no período 2012/2013 e eles correspondem a 85% dos 518.510 novos casos.

As mulheres deverão sofrer mais com o de mama, colo de útero, cólon e reto e o da glândula tireoide, que pela primeira vez aparece entre os cinco tipos de câncer mais comuns entre o sexo feminino. Outros tipos que mais atingirão as mulheres serão os de pulmão, estômago e ovário.

O câncer de mama é o tipo de câncer feminino mais comum nas regiões Sudeste, Sul, Centro-Oeste e Nordeste. Na região Norte, o câncer de mama é o segundo mais incidente, ficando atrás do de colo de útero. “Uma das justificativas para alta incidência desses tipos de câncer, é que as meninas estão iniciando a vida sexual mais cedo.

Então, elas devem começar a fazer os exames quando começar a ter relações. Antes, a idade média para o câncer de mama era a partir dos 40 anos, agora, há casos de adolescentes de 18 anos acometidos com a doença. Então, a prevenção é a única forma de a população diminuir os riscos da doença”, disse a ginecologista Márcia Prado.

O tumor na mama é o que mais aflige as mulheres. Estimativa do Inca para 2011 previu 49.240 brasileiras com a doença. Em 2012, a marca deverá chegar a 52.680 casos, ou 27,9% dos casos no mundo. O câncer no colo do útero acometerá 17.540 mulheres e o do cólon e reto 15.960.

Para a prevenção do câncer de colo do útero, causado pelo papilomavírus humano (HPV), o Ministério da Saúde recomenda que as mulheres de 25 anos aos 64 anos façam o exame preventivo (o Papanicolau) anualmente. Se no intervalo de dois exames seguidos o resultado for normal, o preventivo pode ser feito a cada três anos. Hoje já existem as vacinas que protegem contra o HPV. As mulheres devem ficar atentas a problemas na tireoide, pois o câncer já ocupa o quinto lugar, com 10.590 nos próximos dois anos. Como com qualquer tipo de câncer, é importante ficarmos atentos para os sinais iniciais apresentados pelas doenças.

No caso da tireoide ficar atento ao aparecimento de um ou de mais nódulos indolores no pescoço com crescimento lento e gradativo. Assim como relatar ao médico caso sinta dificuldades na deglutição, isto é, dificuldade para engolir alimentos; dificuldade respiratória; rouquidão; ou voz rouca com duas tonalidades distintas; dilatação das veias do pescoço.

Vale ressaltar que a tireoide, essa glândula que fica no pescoço, logo abaixo daquela saliência que você conhece como “pomo-de-adão” desenvolve outros problemas mais comuns como o hipotireoidismo e o hipertireoidismo, que são desencadeados por alterações hormonais. Enquanto um acelera todas as funções do corpo, o outro deixa tudo mais lento. No entanto, muitos casos ficam sem diagnóstico e é aí que está o perigo: sem tratamento adequado, as doenças da tireoide afetam o coração, os ossos, alteram as gorduras no sangue e causam muitos danos.

Em caso de suspeita de qualquer uma dessas doenças, o médico irá solicitar alguns exames de sangue para verificar o funcionamento da tireoide, tais como: dosagens de hormônios tireoideanos, T3 (radioimunoensaio de T3, triiodotironina), T4 (teste de tiroxina), exame de supressão da dexametasona (teste de supressão de cortisol), Calcitonina sérica e ACE (antígeno carcino-embrionário).

Tumor de próstata continuará o mais comum

No sexo masculino, além do câncer de pele não melanoma (o mais letal em pele), o tumor de próstata continuará sendo o mais comum, com 60.190 novos casos em 2012 e 2013, seguido por pulmão, traqueia e brônquios (17.210), cólon (parte do intestino) e reto (14.180).

Entre os tumores masculinos, o de próstata é o mais comum em todas as regiões brasileiras. No Sudeste, o segundo tipo mais comum é o de cólon e reto. No Norte e no Nordeste, é o de estômago que apresenta o segundo maior número de casos. Segundo o oncologista do Inca, Cláudio Noronha, de 85% a 90% dos casos de câncer estão relacionados ao estilo de vida das pessoas, o que significa que mudanças de hábitos pessoais podem reduzir bastante o risco de desenvolver a doença.

“O principal fator de risco ambiental é o tabagismo, que, por si só, é responsável por quase um terço dos casos de câncer, principalmente os de pulmão, de boca, de laringe, esôfago, estômago e bexiga”, disse Noronha.
Os fatores ambientais e hábitos são citados pelo Inca como agravantes no desenvolvimento de câncer. O tumor maligno de pulmão, por exemplo, aumenta 2% ao ano em todo o mundo. Segundo pesquisadores, cerca de 90% dos casos estão associados ao hábito de fumar. Isso significa que pelo menos 24 mil novos poderiam ser evitados, com o fim do tabagismo.

No Brasil, esse tipo de tumor é o segundo mais frequente na região Sul: 37 casos para cada 100 mil habitantes; área que concentra a maior parte da produção de fumo do país. No Sudeste, serão registrados 20 casos de câncer de pulmão para cada 100 mil.

domingo, 6 de novembro de 2011

Notícias

02/11/2011 - 09:18

Médico francês fala sobre Medicina Nuclear no câncer de tireoide

O câncer de tireoide é o mais comum dos tumores do sistema endócrino e ocorre em todas as faixas etárias, com maior prevalência entre mulheres acima de 40 anos. O acompanhamento pós-operatório exige exames de rotina para avaliar a presença de remanescentes tireoidianos e verificar recorrência do tumor, que pode acontecer em cerca de 35% dos casos.
A pesquisa de corpo inteiro com Iodo131 é o exame de escolha para este controle e, para aumentar a sensibilidade na detecção de remanescentes ou recorrências, torna-se necessário a suspensão da hormonioterapia por cerca de 4 semanas, o que pode ser um processo desgastante e arriscado para o paciente, uma vez que pode levar ao quadro de hipotireoidismo, que pode levar a fadiga, sonolência, ganho de peso, redução dos reflexos, dores articulares, edema, constipação intestinal etc. Sintomas que melhoraram muito após o uso de TSH recombinante, fazendo com que o paciente não precise interromper o uso do hormônio tireoidiano e consiga manter a qualidade de vida no período do preparo para a realização do exame.
"Caso seja detectada doença em atividade (recorrências ou metástases), segue-se o tratamento com iodo radioativo, cercado de controvérsias quanto à sua indicação, preparo para o tratamento, fatores de risco a serem considerados, cálculo da dose administrada, uso do TSH recombinate e outros", explica a médica nuclear Irene Endo, coordenadora científica da palestra.
Frente à importância deste tema, no dia 7 de novembro de 2011, às 20 horas, no Hotel Golden Tulip Paulista (Al. Santos, 85), em São Paulo, o Dr. Martin Schlumberger, professor de Oncologia da Universidade de Paris, chefe da Medicina Nuclear e Endocrinologia Oncológica do Instituto Gustav Roussy na França e autor das diretrizes de nódulo e câncer de tireóide da American Thyroid Association e da European Thyroid Association, ministra a palestra “Use of RAI in DTC - An Update Discussion of Clinical Cases”.
A palestra, realizada pela Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN), conta com o patrocínio da GE Healthcare e da Genzyme. As vagas são limitadas e as inscrições, gratuitas. Informações e inscrições no site www.sbbmn.org.br.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

CANTI completa 05 anos

No útimo dia 03 de Agosto de 2011 o grupo CANTI completou 05 anos de funcionamento.
mais uma vez nos reunimos para compartilhar vivências e sobretudo agradecer a Deus 
pela vida e a oportunidade de auxiliar aqueles que buscam apoio num momento difícil.
Foi com grande alegria que celebramos esta data.





domingo, 5 de junho de 2011

País sofre falta de medicamento contra câncer de tireoide desde fevereiro 2011

Chamado Thyrogen, o remédio é produzido pelo laboratório americano Genzyme, está em falta no Brasil, desde fevereiro um medicamento usado no tratamento do câncer de tireoide.  Thyrogen (ou TSH recombinante), o remédio é produzido pelo laboratório americano Genzyme
A empresa informou, em nota, que houve mudança no local de envase da droga nos EUA, o que alterou o prazo de entrega. Segundo comunicado, novos lotes do remédio devem estar disponíveis no Brasil a partir de julho.

Não existe remédio similar no mercado. A droga é usada em hospitais particulares e não é fornecida em larga escala no sistema público. Para casos urgentes, a Genzyme afirmou que pode auxiliar na importação direta, com rótulo e bula em inglês.
Agência Brasil

domingo, 27 de março de 2011

Notícias recentes

RECENTES AVANÇOS NO DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DO CÂNCER DE TIREÓIDE


Prof. Geraldo Medeiros

O nódulo tireóideo que inclui no seu interior células cancerígenas é frequentemente de diâmetro com cerca de 10 milímetros, presente na glândula tireóide de adultos com idade superior a 45 anos. Em trabalho recente de Hughes e cols na revista THYROID, janeiro 2011, argumenta-se que este tipo de microcarcinoma deve receber a orientação terapêutica usual, isto é, cirurgia total da tireóide e tratamento com radioiodo. Tal ponto de vista, todavia, não é unânime entre especialistas, havendo ampla controvérsia a respeito.

O câncer de tireóide apresentava em 1975 incidência, nos Estados Unidos, de 3,9novos casos por cem mil habitantes. Em 2007, a incidência pulou para 12 novos casos/cem mil habitantes. Tal fato indica melhora no diagnóstico e um alerta geral para que esta patologia da tireóide seja diagnosticada adequadamente por endocrinologistas, clínicos gerais, ginecologistas e cirurgiões. A facilidade para diagnóstico se eleva com o uso, cada vez mais freqüente de ultrassonografia e punção aspirativa do nódulo. Os profissionais da saúde em geral estão cada vez mais alertas para o diagnóstico precoce do câncer de tireóide. Os centros especializados, todavia, advertem que, mesmo nódulos com 10mm (ou menos) devem receber orientação de cirurgia total da tireóide e radioiodo, para evitar possíveis recidivas em futuro próximo ou distante.

A punção aspirativa do nódulo de tireóide em cerca de 25% dos pacientes não indica, pelo exame das células, um diagnóstico preciso de câncer de tireóide. O citologista prefere afirmar que o exame é indeterminado, ou seja, não foi possível chegar a diagnóstico. O estudo de Kim e cols., de janeiro de 2011, sugere que as células coletadas na punção devem ser submetidas a testes de alterações no DNA. Existe mutação genética chamada de BRAF (V600E) que aumenta a possibilidade de diagnóstico de câncer, se for positiva. No caso da Coréia, 80% dos pacientes com células que foram consideradas positivas para BRAF apresentavam câncer papilífero da tireóide. No entanto, nos Estados Unidos, Europa e aqui no Brasil, o percentual é bem menor (cerca de 30 a 45% de BRAF positivo). Conclui-se que, em punções com citologia indeterminada, pode se realizar a pesquisa de BRAF: no caso de ser positivo, o diagnóstico é de câncer papilífero, mas se for negativa, ainda não temos certeza de benignidade do nódulo e, possivelmente, o paciente irá para cirurgia da tireóide.

Conclusão: apesar de termos avançado muito no diagnóstico de câncer da tireóide, ainda não se consegue um diagnóstico pré-cirúrgico que indique claramente se o nódulo é benigno ou maligno.
(enviada por e-mail pelo Dr Geraldo Medeiros-a pedido do Grupo CANTI )

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Pesquisador identifica proteínas que podem diagnosticar câncer de tireóide

Pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) identificaram um conjunto de proteínas que pode ajudar no diagnóstico do câncer de tireoide. A ideia é criar um exame capaz de diferenciar com precisão os nódulos benignos dos malignos, evitando intervenções cirúrgicas desnecessárias. Os testes clínicos começam em janeiro.


Até a década passada, quando a apalpação era a principal forma de detectar nódulos na tireoide, as anomalias eram verificadas em 7% dos adultos. À medida que o exame de ultrassom se tornou comum, nódulos pequenos passaram a ser identificados em mais de 60% dos pacientes.


O desafio hoje é identificar quais lesões são, de fato, perigosas. O método mais usado atualmente é a punção aspirativa por agulha fina (Paaf), que consiste na retirada de células da região para análise no microscópio. O problema é que em 30% dos casos o resultado desse exame é inconclusivo e os pacientes precisam ser submetidos à cirurgia para confirmação do diagnóstico.


"Apenas de 5% a 10% dos casos submetidos à cirurgia têm resultado de tumor maligno. A maioria das intervenções é desnecessária, só onera o sistema de saúde", diz a geneticista Janete Cerutti, principal autora do estudo.


Em parceria com a John Hopkins University Medical School, dos EUA, Janete descobriu que a existência ou não de determinadas proteínas no material obtido da biópsia cirúrgica estava associada à presença de tumores malignos. Em testes feitos entre 2002 e 2010, mais de mil possíveis bio-marcadores foram identificados. Os melhores candidatos foram testados em 300 amostras, que representam os diferentes grupos de tumores benignos e malignos de tireoide.


O desenvolvimento do exame passou por várias etapas. A mais recente, publicada no The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, apresenta o conjunto de proteínas que, segundo os autores, poderiam determinar com 97% de precisão a presença de um tumor maligno.


Os testes clínicos para o desenvolvimento de um exame pré-cirúrgico serão feitos com amostras coletadas de pacientes do Hospital São Paulo. Além de identificar o câncer, o exame pode indicar a sua agressividade.


Segundo a endocrinologista Laura Ward, apenas 20% dos pacientes submetidos a cirurgias realmente precisariam ser operados. "Quando há dúvida, costuma-se extrair a tireoide inteira. A reposição hormonal e a cicatriz são iguais, mas o risco de a lesão espalhar, se for maligna, é maior quando se tira apenas a metade que contém o nódulo." Há lesões benignas que podem ter indicação cirúrgica.


SAIBA MAIS


A tireóide
É a maior glândula do corpo humano e produz hormônios que regulam o funcionamento de todas as células.




Hipertireoidismo
Quando os hormônios são produzidos em excesso ocorre uma aceleração do metabolismo, podendo ocorrer agitação, diarreia, taquicardia, perda de peso, sudorese aumentada e irregularidade menstrual.


Hipotireoidismo
Quando os hormônios são produzidos em quantidade insuficiente são comuns sintomas como cansaço, intestino preso, ganho de peso, depressão, dor muscular e nas articulações, unhas finas e quebradiças e enfraquecimento do cabelo.


Câncer
A incidência de nódulos malignos na tireoide quintuplicou nas últimas décadas. A melhora no diagnóstico, o envelhecimento da população e o excesso de iodo no sal podem ser causas.


 Estadão -27/12/2010