Apresentação

CANTI - Grupo de Apoio a Portadores de Câncer da Tireóide Nasceu da vontade de compartilhar vivências, mais que trocar informações, é uma oportunidade de apoiarmos uns aos outros.

A partir do encontro, o acolhimento através do olhar, do ouvir, do falar. Todos estamos no mesmo barco, pois vivenciamos situações semelhantes: medo, ansiedade, dúvida, esperança e confiança.

Uma responsabilidade mútua permeia este grupo, formando uma rede de solidariedade, em que o senso de pertencimento proporciona o suporte necessário para enfrentar e prosseguir na luta pela VIDA PLENA E FELIZ.

sábado, 10 de agosto de 2013

CÂNCER DE TIREOIDEDrauzio Varela
A tireoide é uma glândula constituída por dois lobos, o esquerdo e o direito, ligados por um istmo. Juntos, eles assumem o formato de uma borboleta de asas abertas, de um escudo ou da letra H.
Os hormônios tireoideanos são fundamentais para o metabolismo. A quantidade que a glândula produz é regulada pela hipófise, glândula situada no cérebro que fabrica o TSH, o hormônio estimulador da tireoide.
TIPOS DE TUMOR
O câncer de tireoide atinge três vezes mais as mulheres do que os homens, na faixa entre os 20 e os 65 anos. Os tipos mais comuns são os carcinomas papilífero, folicular, medular e o anaplásico.
O carcinoma papilífero, responsável por 70%, 80% dos casos, é um tumor pouco agressivo, de evolução lenta. Na maioria das vezes, é diagnosticado num exame de rotina e reage bem ao tratamento. Quando ocorrem metástases, os gânglios linfáticos costumam ser os inicialmente afetados.
O segundo tipo mais frequente é o carcinoma folicular que costuma manifestar-se depois dos 35 anos e oferece risco maior de recidivas e metástases. Nos casos mais avançados, pulmões e ossos são os órgãos em que primeiro se disseminam as células tumorais.
O carcinoma medular é responsável por aproximadamente 5% dos casos de câncer da tireoide. Em geral, trata-se de um tumor mais agressivo, relacionado com certas síndomes genéticas e que secreta uma proteína que acarreta a calcificação dos ossos.
O carcinoma anaplásico corresponde a 2% dos casos de tumores da tireoide. De crescimento rápido, em pouco tempo atinge órgãos à distância, como os pulmões, os ossos e o fígado.
FATORES DE RISCO
Os fatores de risco mais comumente associados ao câncer de tireoide são: 1) radiação na região do pescoço para tratamento de doenças anteriores, ou à que são submetidos certos profissionais no exercício de suas funções ou, ainda, à que foram expostos os sobreviventes de acidentes nucleares; 2) algumas síndromes genéticas e 3) história da doença ou de bócio na família.
SINAIS  e SINTOMAS
Tanto o carcinoma papilífero quanto o folicular costumam ser assintomáticos nas fases iniciais. Quando os sinais aparecem, o mais comum da doença costuma ser o aparecimento de nódulo palpável ou visível na região da tireoide ou do pescoço. Em estágios mais avançados, podem ocorrer também aumento dos gânglios linfáticos e do volume do pescoço, rouquidão, tosse persistente, dificuldade para engolir e sensação de compressão da traqueia .
DIAGNÓSTICO
O diagnóstico de câncer na tireoide considera os achados no exame clínico de palpação da glândula e a presença de gânglios linfáticos aumentados. Entretanto, como apenas pequeno número de nódulos é palpável, exames de imagem como a ultrassonografia, a cintilografia e a ressonância magnética são recursos úteis para o diagnóstico.  O mais importante, porém, é a biopsia de aspiração com agulha fina para identificar a presença ou não de células tumorais malignas.
TRATAMENTO
Em geral, o tratamento do câncer de tireoide é cirúrgico (tireoidectomia total ou parcial) e leva em conta o tipo e a gravidade da doença. Caso as células malignas tenham comprometido os gânglios cervicais, é necessário retirá-los.
Rouquidão e queda de cálcio são complicações da tireoidectomia associadas a lesões de estruturas como os nervos laríngeos e as glândulas paratireoides respectivamente durante a cirurgia.
Depois de quatro a seis semanas da intervenção, o paciente recebe doses terapêuticas de iodo radioativo em ambiente hospitalar para extinguir qualquer tecido remanescente de células tumorais no corpo e evitar metástases. Quando os carcinomas papilíferos e foliculares não respondem a esse tratamento, é possível recorrer à terapêutica antiangiogênica que consiste em bloquear a formação de novos vasos sanguíneos para impedir que as células tumorais recebam nutrientes e oxigênio através da circulação. O passo seguinte é indicar a reposição hormonal com levotiroxina por via oral para substituir os hormônios que deixaram de ser produzidos pela tireoide. Radioterapia, associada ou não à quimioterapia, é recomendada na ocorrência de tumores mais agressivos, como o carcinoma medular e o carcinoma anaplásico.
RECOMENDAÇÕES
* Lembre-se de que o câncer de tireoide é tratável e são altos os índices de cura. Entretanto, em aproximadamente 30% dos casos, a doença pode recidivar. Por isso, é fundamental manter o acompanhamento médico por toda a vida, uma vez que o sucesso do tratamento está diretamente correlacionado com o diagnóstico precoce;
* Não se descuide da reposição do hormônio tiroxina que deixou de ser produzido naturalmente pela tireoide depois que a glândula foi retirada. Ele é indispensável para a regulação harmônica do metabolismo;
* Procure adotar uma dieta equilibrada e saudável.  Entre outras vantagens, a prática regular de exercícios físicos vai ajudar a evitar o excesso de peso.

sábado, 20 de abril de 2013

Níveis de iodo no sal serão reduzidos no Brasil

Data:            19/04/2013
Autor(a):       Rita de Cássia Borges de Castro
Fotógrafo:    Rita C. B. Castro



A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou em 16 de abril de 2013 a redução dos níveis de iodo adicionados no sal para consumo humano no Brasil. Os novos valores de adição de iodo no sal deverão ficar entre 15 a 45 mg/kg de sal, sendo que o valor adicionado atualmente fica na faixa de 20 a 60 mg/kg de sal.

O objetivo desses novos valores é adequar os níveis de iodo de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), pois pesquisas revelam que a população brasileira tem uma taxa de consumo de iodo maior do que é recomendado pela OMS.
O iodo é um componente essencial dos hormônios da tiroide e a sua deficiência causa distúrbios que incluem o bócio, retardo mental, anormalidades do crescimento e desenvolvimento em crianças. Por essa razão, a partir da década de 50, a adição de iodo no sal foi adotada como estratégia de prevenção de sua deficiência nutricional.

No entanto, com os novos padrões de consumo alimentar do brasileiro, por ingestão excessiva de alimentos ricos em sal, houve um excesso também do consumo de iodo, que pode trazer dados à saúde, especialmente doenças relacionadas com a glândula tireoide, como o hipertireoidismo em idosos e a síndrome de Hashimoto, uma doença autoimune.

De acordo com Patrícia Jaime, coordenadora de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, “esse acordo incentiva a indústria a oferecer alimentos menos prejudiciais à saúde e reforça o compromisso do governo federal na promoção de hábitos de vida mais saudáveis dos brasileiros. Com a iniciativa, o Brasil protagoniza a elaboração de um modelo que pode virar referência para diversos países”.

A Anvisa disponibilizou a apresentação, em slides, que reúne diversas constatações que justificam a redução de iodo no sal. A apresentação inclui as funções biológicas do iodo, as consequências da deficiência de iodo, a ingestão diária recomendada, entre outras questões relevantes.

Clique aqui para conhecer o documento completo


Leia mais:

Quais são os principais micronutrientes que regulam a função da glândula tireoide?


Referência(s)

Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Iodação do sal será alterada no Brasil. Disponível em: http://portal.anvisa.gov.br/wps/content/anvisa+portal/anvisa/sala+de+imprensa/menu+-+noticias+anos/2013+noticias/iodacao+do+sal+sera+alterada+no+brasil Acessado em: 17/04/2013

sábado, 2 de fevereiro de 2013


Controlando o câncer de tireóide
Cirurgia
Uma vez diagnosticado, o primeiro passo no processo de tratamento para o câncer da tireóide bem diferenciado  é a cirurgia para remoção da glândula tireóide. Isso é chamado uma tireoidectomia. Cirurgia de tireóide é um procedimento muito delicado porque a glândula tireóide está rodeada por muitos vasos sanguíneos e nervos.
Cirurgias da tireóide são feitas em uma sala de cirurgia de um hospital sob um anestésico geral. o cirurgião pode remover toda ou parte da glândula tireóide, dependendo do tamanho do tumor e se o espalhamento para outras partes da glândula tireóide é suspeita.

Na maioria dos casos, a remoção total ou quase total da glândula é recomendada.
Após a cirurgia, o cirurgião ou endocrinologista normalmente irá prescrever a reposição de hormônio da tireóide. Isto irá repor o hormônio que sua glândula tireóide produzia antes da sua remoção. 

Ablação de remanescentes
Após a cirurgia de tireóide, alguns pacientes podem precisar de uma segunda etapa no tratamento inicial de câncer da tireóide. Essa etapa é chamada de ablação de tireóide remanescente. A tireóide remanescente é qualquer tecido de tireóide restante que o cirurgião não foi capaz de remover durante a tireoidectomia. A ablação de tireóide remanescente não é recomendada para todos os pacientes; Isso dependerá de fatores de risco, como o tamanho do tumor.

A ablação de tireóide remanescente é feita através da administração de uma dose de radiação a você sob a forma de uma cápsula ou líquido. Isso é chamado de iodo radioativo que tem como alvo e destrói qualquer resto de tecido tireoidiano ou células que podem estar presentes no corpo. Estas células podem ser células da tireóide normal, células cancerosas da tireóide ou ambas. Este procedimento é feito geralmente várias semanas após a tiroidectomia.
Para o iodo radioativo entrar nas células da tireóide de modo eficaz, o paciente precisa ter um alto nível de hormônio estimulador da tireóide (TSH). Essa elevação pode ser alcançada tirando o paciente de sua terapia de hormônio da tireóide; no entanto, o paciente irá então apresentar os sintomas e efeitos do hipotireoidismo. 

Em Dezembro de 2007, outra opção para aumentar os níveis de TSH para fins de ablação foi aprovada pelo FDA. O TSH recombinante foi aprovado para uso como um tratamento adjuvante para ablação com radioiodo de tecidos remanescentes da tireóide em pacientes que sofreram uma tireoidectomia total ou quase total para câncer da tireóide bem diferenciado. O uso de TSH recombinante permite que um paciente continue em sua terapia de hormônio da tireóide, evitando os sintomas e efeitos de hipotireoidismo quando submetidos à ablação de remanescente. TSH recombinante é administrado em 2 injeções antes do procedimento de ablação da tireóide remanescente. Ambos os métodos de aumento de TSH, retenção de terapia de hormônio da tireóide ou usando TSH recombinante, têm demonstrado taxas de sucesso comparáveis na ablação de tireóide remanescente.
Atualmente há uma opção que permite que você permaneça em sua terapia de hormônio da tireóide em preparação para a ablação de tireóide remanescente.
Terapia de Hormônio da TireóIDE
Após seu tratamento inicial ter finalizado, você será colocado em terapia de hormônio da tireóide. Terapia de hormônio da tireóide consiste em tomar tiroxina que substitui um dos hormônios que sua glândula tireóide produziria naturalmente. Isto é importante porque hormônio da tireóide tem um papel na regulação de seu metabolismo.


Existem três testes principais que os médicos podem usar após o tratamento inicial para determinar se as células de câncer de tireóide permanecem no corpo: Teste de tireoglobulina (Tg), ultrassonografia e varreduras de corpo inteiro.
Até 30% dos pacientes  apresentam uma reincidência. Dois terços das reincidências ocorrem no prazo de 10 anos após tratamento inicial; muitas ocorrem décadas mais tarde.
O prognóstico de reincidência é melhorado quando ela é detectada precocemente. Por isso exames de rotina são importantes para o resto de sua vida, especialmente nos primeiros 5 a 10 anos após a cirurgia, quando o risco de retorno de seu câncer é maior.
Fique atento aos exames e não será surpreendido.

Fonte:www.cancerdetireoide.com.br