Câncer de tireoide é destaque no
primeiro dia do EndoRecife Segundo
o INCA, oito mil novos casos da doença devem acometer as brasileiras em 2014
Publicação: 06/06/2014 11:05 Atualização: 06/06/2014 11:18
Começou
hoje no Summerville Resort, em Ipojuca, o EndoRecife, encontro que debate as
novidades no tratamento e diagnóstico das principais doenças endócrinas. O
primeiro dia da 17ª edição destaca o câncer de tireóide. A glândula, localizada
na parte anterior do pescoço, é responsável pela produção dos hormônios T3
(triiodotironina) e T4 (tiroxina), que regulam o metabolismo humano.
Eliana Moura comandou o debate e coordenou a apresentação dos estudos de casos
no EndoRecife. Além disso, os especialistas Paulo Almeida Filho, Laura Ward e
Pedro Rosário propuseram um debate sobre o Câncer de Tireoide. Entretanto, é
importante ressaltar que apenas 10% dos nódulos de tireoide são malignos e que
o câncer tem baixo índice de mortalidade. O índice de cura é alto, chegando a
quase 90%. Eliane Moura ressaltou também que a doença é silenciosa, ou seja,
muitas vezes sem sintomas. Por isso, é necessário estar atento a qualquer
alteração suspeita, como cansaço excessivo, sonolência e, principalmente, ao
aparecimento de nódulos na região do pescoço.
As
mulheres são as mais suscetíveis ao mal, e segundo estimativas do Instituto
Nacional do Câncer (INCA) oito mil novos casos da doença devem acometer as
brasileiras em 2014. Este é o quinto tumor maligno mais comum entre elas. A
presença mais comum de doentes entre o sexo feminino pode estar relacionado aos
efeitos do estrógeno na tireoide, uma vez que estudos indicam que este hormônio
poderia interferir no aparecimento de células doentes. Pessoas com histórico
familiar de câncer de tireoide e as que fizeram radioterapia de cabeça e
pescoço também são mais predispostas a terem tireoide.