Alguns tipos de câncer, como o de pele, mama e pulmão, são constantemente divulgados pela mídia e de conhecimento público. Entretanto, existem vários outros tipos que, apesar de pouco conhecidos, merecem uma atenção especial. Um deles é o câncer de tireóide.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, a incidência desse câncer aumentou 10% na última década. Pesquisa do Instituto Nacional de Câncer (Inca) aponta que o câncer de tireóide é mais comum entre as mulheres, porém não é exclusividade delas. Na cidade de São Paulo, por exemplo, a cada 100 mil mulheres, 18 possuem o tumor, e a cada 100 mil homens, são quatro.
A tireóide é uma glândula que fica na porção anterior do pescoço. Parecido com a forma de uma borboleta, ela possui dois lobos de cada lado da traquéia unidos pelo istmo. Essa glândula produz dois hormônios que contêm iodo, tiroxina (T4) e triiodotironina (T3), que controlam a velocidade do metabolismo, influenciam no desenvolvimento do corpo e na atividade do sistema nervoso. Nódulos na tireóide são bastante comuns, porém apenas entre 10% e 15% são nódulos malignos, ou seja, precisam ser retirados por desenvolver o câncer por meio da prática cirúrgica.
Diferentes tipos de células da tireóide dão origem a diferentes tipos de câncer e determinam a gravidade da doença e o tipo de tratamento. Também de acordo com o Inca, há quatro tipos de câncer na tireóide: Carcinoma anaplásico, Carcinoma medular, Carcinoma folicular e o Carcinoma papilífero. Os mais comuns são os papilífero (80% dos casos) e folicular (comum em regiões em que a população não recebe suprimento de iodo adequado na alimentação), mas ambos reagem bem aos tratamentos. 04/0
A eficácia do tratamento depende do estágio da doença, pois quanto mais avançado estiver, mais o organismo estará debilitado. É importante ficar atento: quanto mais rápido o tumor for identificado, melhor. | Fonte: Oncomed-Centro de Prevenção e Tratamento de Doenças Neoplásicas/Belo Horizonte – MG. 04/01/2012
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